Monção da UJC, de Apoio ao Movimento,

Inaugurado há dois anos, o campus da UFSC em Araranguá (município do extremo sul-catarinense), já vivência velhos problemas presentes nas Universidade Públicas brasileiras. A falta de assistência estudantil, como moradia e restaurante universitário, a falta de professores, laboratórios e espaço físico insuficientes, salas de aula lotadas, e os pilares de Ensino, Pesquisa e Extensão comprometidos pela falta de estrutura física e de quadro docente que contemplem a crescente demanda da unidade.

Fruto do Programa de Reforma Universitária do Ensino Superior (REUNI), o processo de expansão da UFSC tem sido uma faca de dois gumes. Leva a Universidade a um processo de interiorização e expansão de vagas, mas com contingenciamento de recursos e investimentos que fazem com que este processo se dê com pouca qualidade e precariedade. Para se ter uma ideia, o campus da UFSC em Joinville (maior cidade do estado) sequer possui sede própria.

Em Araranguá, o campus da UFSC, nasceu atrelado a uma espécie de clientelismo político moderno, sustentado nas emendas parlamentares, recursos destinados aos Deputados Federais para atenderem suas “bases eleitorais”. Este mecanismo foi utilizado pelo Deputado Federal Jorge Boeira (PT), que disponibilizou alguns recursos para a construção do prédio.

Porém, esta política não resultou em uma expansão com qualidade que só se sustenta nos discursos. Com recursos insuficientes, num contexto de corte de gastos na educação em nível federal (que chegam a casa do RS 3 bilhões), o Campus não consegue atender a demanda mínima por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Os estudantes universitários em Araranguá têm construído uma luta permanente pela melhoria nas condições estruturais e de ensino na instituição. Neste mês, ao retornarem as aulas intensificaram as manifestações, com cartazes, assembleia e debates sobre o tema. De forma criativa estaparam um band-aid gigante na entrada da instituição para simbolizar a ferida aberta na educação. (Que foi retirada pelo diretor da unidade de forma autoritária a manifestação, alegando que a mesma prejudicava a boa aparência do prédio). E instalaram um acampamento no prédio para chamar a atenção da comunidade e pressionar para que a Universidade atenda de forma mais rápida as suas demandas.

Enquanto isso o Reitor que tinha visita marcada a unidade nesta quinta-feira, acabou cancelando, alegando atraso no voo. Mas ao que tudo indica, parece ser um subterfúgio para postergar o atendimento as justas reivindicações dos estudantes que são imediatas e não podem esperar mais!

Araranguá, 11 de agosto de 2011.

UJC Brasil


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